sexta-feira, 3 de abril de 2009

Amo ele. Porra. Nunca pensei que fosse dizer isso. E não disse. Pra mim acabava tudo sempre ali mesmo todas as noites, “amava” todos, depois de muitas taças de vinho, e muitas doses de tequila. Acabava, na cama, trepando ou não. E só. Ainda não consigo me ver falando “eu te amo” ou coisas parecidas. Mas é foda sentir isso. É perigoso e perturbador. Assumir que realmente gosto, amo seja lá o que for, me deixa fraca. Tenho medo de perder, de me perder, ficar dependente. Continuo achando uma idiotice isso e “esses” eu te amo, e toda vez que eu disse algo do tipo, me ferrei. Agora eu travo de uma forma tão assustadora, que chego a gaguejar no telefone quando vou dizer apenas um “eu gosto de você”. Pego um cigarro e fumo como se quisesse fugir daquele momento. Mas ao mesmo tempo sinto uma vontade descontrolada. Parece que vou explodir. Mas sempre acabo na duvida e na culpa. Colocando mais a culpa nele do que em mim, claro. E fico me perguntando se ele realmente precisa saber desse detalhe. Porra, a gente ta junto não ta? E isso que importa. Foda é quando as coisas começam a passar do simples “estamos juntos” e vem a família, o gato, o dinheiro, pronto, começa a pensar tudo novamente na merda do “eu gosto” ele gosta? E todo mundo acha que isso de gostar, casar e ter filhos, é coisa de mulher. Eu digo, um cacete que é. Encano mais com isso do que qualquer homem. Às vezes tenho medo de dormir na mesma cama que ele mais por de uma noite, sabe lá, não que enjoa, mas acostumei com a distancia, isso de morar aqui e todos morarem lá. Apesar de que, eu sinto mais tesão perto, bem perto,esbarrando o corpo,deitando-me de costas,imaginar que ele está me olhando,acordar querendo sexo. A distancia me deixa nervosa, histérica, tenho ataques de ciúmes, de carência, de falta de sexo. Trepar mesmo. Eu sempre levo as coisas pra esse lado, mesmo não querendo. Comecei com o papo de amor e termino excitada. Engraçado, isso eu não tenho medo de falar, chego numa boa e digo “quero dá”. Se eu não digo, começo desabotoando as calças dele, e a parte “eu te amo” fica tudo na minha boca.

5 comentários:

Cinthia Belonia disse...

de onde vc é?

Cinthia Belonia disse...

fiquei curiosa em saber como achou o blog. só isso.

beijos

Daniel. disse...

"não faciliete com a palavra amor
não a jogue no espaço, bolha de sabão
não se inebrie com seu engalanado som
não a empregue sem razão acima de toda razão( e é raro)
não brinque, não experimente, não cometa a loucura sem remissão
de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra
que é todo sigilo e nudez, perfeição e exílio na terra
não a pronuncie

May Mag. disse...

Concordar com o texto não faz de nós maníacas sexuais, não é? Hahaha.
Belos textos.

Márcio Garcia disse...

Muito bom o texto... meio desabafo, meio realidade, meio descrição psicológica e muito, muito mesmo o que às vezes passa em nós. Tenho lido há meses o blog, e gostado muito.